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Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software, como funciona?

Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software

Segunda a norma NBR ISO/IEC 12207:1998, a definição oficial é: “Estrutura contendo processos, atividades e tarefas envolvidas no desenvolvimento, operação e manutenção de um produto de software, abrangendo a vida do sistema, desde a definição de seus requisitos até o término de seu uso.” 

Sabe quando um software fica pronto, e logo após a entrega é necessário fazer diversas atualizações, melhorias e correção de bugs. O Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software realmente abrange toda a vida de um sistema, indica processos, atividades de desenvolvimento, operação e manutenção. Em inglês é denominado como SDLC (Software Development Life Cycle).

Por que é importante?

A criação de um modelo de ciclo de vida de um sistema permite planejar melhorias e identificar erros com agilidade, para garantir a qualidade e evitar custos não planejados.

Quais são as etapas do Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software?

Existem diversas metodologias para desenvolver um sistema, entretanto de modo geral, os processos de desenvolvimento são comuns entre elas mesmo que a evolução seja diferente. As etapas do Ciclo de Vida do Desenvolvimento do Software são divididas entre: definição, desenvolvimento e operação.

Definição

Deve-se conhecer a situação atual e identificar o problema para buscar uma resolução. É nessa etapa que você fará a modelagem dos processos e a análise do sistema. O modelo de ciclo de vida é a primeira escolha a ser feita no processo de desenvolvimento de software.

Desenvolvimento

Esta etapa envolve atividades relacionadas a design, prototipagem, codificação, testes, entre outras atividades que forem necessárias, como por exemplo, a integração com um outro sistema. 

É importante ressaltar que essas atividades devem seguir o que foi determinado nas etapas anteriores.

Operação

Nesta etapa do Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software o produto já estará em produção e você dará o devido suporte aos usuários e, claro, corrigir possíveis bugs que possam aparecer. Nessa fase também entra a continuidade do software como atender novos requisitos, novas funcionalidades, enfim a melhoria contínua do sistema. Porém, tudo depende do modelo de ciclo de vida adotado pelo projeto.

Quais modelos podem ser utilizados?

A escolha do modelo é feita entre o cliente e a equipe de técnica de desenvolvimento, que levam em consideração vários fatores que podem impactá-la, como tipo de negócio, tempo disponível, custo e equipe. 

Abaixo estão organizados alguns dos diversos modelos que podem ser utilizados para o desenvolvimento de um software, que inclusive podem ser mesclados, dependendo da necessidade do cliente.

Modelo Cascata

O nome “cascata” foi atribuído por causa da sequência das fases. Essa metodologia de desenvolvimento determina que somente quando uma fase estiver concluída a próxima poderá iniciar, de modo que as etapas não podem ser repetidas.

Nesse modelo é dada muita ênfase às fases de análise do projeto antes de partir para a programação, a fim de que o objetivo do software esteja bem definido e que sejam evitados retrabalhos. Sendo assim, a premissa é que neste Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software nenhum componente do sistema será entregue até a proximidade do final do projeto.

Modelo Incremental

O Modelo Incremental de Desenvolvimento de Software determina que ocorra entregas separadas, para isso, os requisitos são agrupados de acordo com as funcionalidades. 

Surgiu como uma melhoria do modelo Cascata, que ao invés de especificar e desenvolver tudo de uma só vez, a equipe de desenvolvimento entrega pequenos pedaços de sistema de cada vez. Isso permite que os desenvolvedores trabalhem de maneira mais eficiente, pois tem acesso a um escopo pequeno e claro. Para o usuário final, é vantagem esse tipo de modelo, pois as necessidades não identificadas no início do projeto podem ser incorporadas após serem refinadas em sucessivas iterações.

Modelo Espiral

Este é um modelo de Ciclo de Vida do Desenvolvimento de Software que possui ênfase na análise de riscos e no planejamento, por isso suporta sistemas complexos e/ou de grande porte, em que falhas não são toleráveis. 

Para isso, a cada iteração há uma análise de riscos e geração de protótipos, não necessariamente operacionais (desenhos de tela, por exemplo), para que haja um envolvimento constante do cliente nas decisões.

Nesse modelo o produto final é entregue rapidamente.

Possui um ciclo de atividades dividido em 4 estágios:

  1. Determina objetivos, soluções alternativas e restrições.
  2. Analisa os riscos da etapa anterior.
  3. Atividades da fase de desenvolvimento: design, especificação, codificação e verificação.
  4. Revisão das etapas anteriores e o planejamento da próxima fase.

 

Vale ressaltar que, conforme já foi mencionado anteriormente, não existe um modelo ideal e pode ser utilizado mais de um modelo de ciclo de vida para o desenvolvimento de software. O essencial é sempre haver um planejamento e uma sistematização de etapas que se adeque ao objetivo do cliente. 

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